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Declaração do Diretor Executivo do UNFPA, no dia 11 de Julho, Dia Mundial da População em 2016

Data: 19/08/2016

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DA POPULAÇÃO 2016

Investir nas raparigas para um mundo mais justo, estável e pacífico

Dr. Babatunde Osotimehin

Sub-Secretário-Geral Nações Unidas e Diretor Executivo

UNFPA, Fundo das Nações Unidas para População

11 de julho de 2016

A adolescência é para algumas raparigas um tempo de descoberta, de aprendizagem e de crescente autonomia. Mas para muitas outras, é um momento de crescente vulnerabilidade e exclusão de direitos e oportunidades, ou simplesmente de discriminação.

Quando uma adolescente tem o poder, os meios e a informação para tomar as suas próprias decisões na vida, ela tem mais probabilidades de vencer obstáculos que se colocam entre ela e um futuro saudável e produtivo. Isso vai beneficiá-la, a si, à sua família e comunidade.

Quando ela não tem voz nas decisões sobre a sua educação, saúde, trabalho ou até mesmo sobre o estado civil, ela nunca poderá realizar o seu pleno potencial ou tornar-se uma força positiva de transformação na sua casa, comunidade e nação.

Em algumas partes do mundo, uma menina que atinge a puberdade é considerada pela sua família ou comunidade, como pronta para o casamento, a gravidez e o parto. Ela pode ser dada a casamento e ser forçada a abandonar a escola. Ela pode sofrer uma condição debilitante, como a fístula, por dar à luz antes do seu corpo estar preparado para isso. Ela pode ver os seus direitos humanos negados.

Governos de todo o mundo precisam de investir nas raparigas adolescentes para empoderar-lhes para tomar decisões importantes sobre as suas vidas e dar-lhes ferramentas para um dia ganhar a vida, envolver-se nos assuntos das suas comunidades e estar em pé de igualdade com os seus homólogos do sexo masculino.

Investimentos são necessários para proteger a sua saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, para permitir-lhes receber uma educação de qualidade e para expandir oportunidades económicas, incluindo um trabalho decente.

Uma adolescente cujos direitos são respeitados e que é capaz de realizar o seu pleno potencial, tem mais probabilidade de contribuir para o progresso económico e social da sua comunidade e nação.